Econômia solidária é o carro-chefe da atual gestão
A economia solidária é uma das prioridades da atual gestão da ABRACAM, visto que
o objetivo é, sempre que possível, aproveitar a estrutura da associação para buscar
o atendimento das necessidades em conjunto, encontrando melhores preços e condições
de pagamento. Isso vem ocorrendo, principalmente, desde que teve início o processo
de implantação da auto-regulação estabelecido pelo Banco Central, ainda na gestão
anterior, dentro dos princípios do Basiléia II.
Segundo os teóricos estudiosos do assunto, uma das facetas da economia solidária
é a cooperativa de consumo para os que precisam dos mesmos produtos e serviços.
A sua finalidade é proporcionar a máxima satisfação através dos ganhos de escala
que permitem reduzir custos e na maioria dos casos juntar os recursos necessários
para desenvolver novas tecnologias, além de outros empreendimentos que exigem grandes
investimentos.
Na ABRACAM, a prática começou na época da implantação do gerenciamento
de riscos operacionais, em 2006, quando diferentes fornecedores foram sondados com
o intuito de criar um modelo único capaz de fazer frente às condições impostas pela
resolução 3380 – que estabelece a identificação, avaliação, monitoramento,
controle e mitigação do risco operacional e a elaboração de um plano de contingência.
Com a iniciativa foi possível oferecer a possibilidade de dividir os custos desta
implantação, e também avaliar em conjunto a empresa que melhor se adequaria às necessidades
da associação. O resultado foi um aplicativo e um manual que garantiu um padrão
às corretoras e a autonomia necessária à implantação do gerenciamento, através do
mapeamento das matrizes de risco e planilhas de controle.
Em seguida vieram outras resoluções, também visando melhorias que buscam o aperfeiçoamento
do “modus operandis” das corretoras de câmbio, mas que ao mesmo
tempo, exigem investimentos. No caso da Ouvidoria, que requeria
um 0800 para o registro de reclamações, a economia chegou a ser de quase 1000% da
primeira empresa consultada até a que implantou o serviço coletivo para todas as
corretoras associadas da ABRACAM. O número é um só e as reclamações
são direcionadas para as corretoras responsáveis.
Já para o Aplicativo Gerador do Relatório 2011 do BACEN (que tratam as Circulares
3.378, de 2008; 3.367 de 2007 e 2.972 de 2000), a solução encontrada teve que ser
feita sob medida, uma vez que os relatórios exigidos pelo Banco Central -- decorrentes
da resolução--, têm que ser preenchidos diariamente. O nível de dificuldade dos
relatórios não permitia um preenchimento a mão ou através de uma planilha de excell.
Um aplicativo exclusivo atendeu às necessidades e resultou num custo inferior ao
que estava sendo praticado pelo mercado.
Minucioso, o sistema de gerenciamento de riscos de mercado, da resolução 3464
também solicitou um programa customizado, ainda em desenvolvimento. São várias fórmulas
que precisam ser aplicadas com o objetivo de cobrir todo o tipo de risco, do crédito
às exposições em ouro, moeda estrangeira, ações, juros, entre outros, para o estabelecimento
de mecanismos de avaliação e controle desses riscos. Tamanha complexidade exigiu
também a elaboração de um programa elaborado especialmente para as associadas
da ABRACAM que incluirá o aplicativo e um manual de instruções.